Brinque com palavras, com o corpo!
Este Blog expõe reflexões de uma dançarina e psicanalista sobre a dança.
No jogo das palavras, o corpo ora se esconde, ora aparece. O corpo, veícula da vida, nos dá sustentação. É o que vai nos propiciar gozar, usufruir o que é nosso por direito.
A DANÇA MIXX é uma dança livre e em parte subversiva. Livre pois transita entre vários estilos e modalidades de dança e cultura. Subverte a ordem do clássico, do oriental, do contemporâneo. Não se encaixa em classificações. Porém, seu ponto central é o trabalho intenso corporal visando a possibilidade de vivenciar outros gozos na dança e na vida.
Vamos brincar, capacidade que algumas crianças têem. Vamos criar, mexer, torcer, girar, pular, correr, tonificar, ouvir o som que nos toca. Vamos nos emocionar!
Informações sobre aulas- (11)- 9 9916-3993
No jogo das palavras, o corpo ora se esconde, ora aparece. O corpo, veícula da vida, nos dá sustentação. É o que vai nos propiciar gozar, usufruir o que é nosso por direito.
A DANÇA MIXX é uma dança livre e em parte subversiva. Livre pois transita entre vários estilos e modalidades de dança e cultura. Subverte a ordem do clássico, do oriental, do contemporâneo. Não se encaixa em classificações. Porém, seu ponto central é o trabalho intenso corporal visando a possibilidade de vivenciar outros gozos na dança e na vida.
Vamos brincar, capacidade que algumas crianças têem. Vamos criar, mexer, torcer, girar, pular, correr, tonificar, ouvir o som que nos toca. Vamos nos emocionar!
Informações sobre aulas- (11)- 9 9916-3993
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Badiou e sua sabedoria sobre a arte de dançar
“A
dança, precisamente por ser uma arte absolutamente efêmera, já que desaparece
assim que ocorre, detém a maior carga de eternidade. A eternidade não consiste
no “permanecer tal” ou na duração. A eternidade é precisamente o que conserva o
desaparecimento. Quando um olhar “fulgurante” se apodera de um desvanecimento,
só pode conservá-lo puro, fora de qualquer memória empírica. Não há outro meio
de conservar o que desaparece senão conservá-lo eternamente”.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
A dança entre o corpo, lalíngua e o lugar do sujeito
Vilene
Moehleck, em seu artigo denominado: “Da dança e do devir: o corpo no regime do
sutil” trabalha a questão do corpo, da dança e do corpo que dança. O que
pretendo destacar neste post são algumas questões que esta autora me despertou
e que se fazem relevantes no tocante à função da dança, ao seu sistema e ao
sujeito e sua história e sua relação com o corpo próprio:
1- “O
corpo que dança procura, por meio de sua gagueira hesitante, saltar para a
produção de sua própria língua”.
O corpo
que dança busca uma produção! Um produto, uma língua. Não qualquer língua. Que
tipo de língua seria? Uma linguagem no sentido de Chomsky? Lalíngua?
Antonio Quinet,
psicanalista carioca, ao se debruçar sobre a questão do corpo postula que este,
traz uma marca própria que o “permite colocar-se numa cadeia significante”. Em
seguida, ele afirma: “O ser humano é um corpo falante. E esse corpo é sede de
lalíngua”.
Para a
primeira questão que o texto de Moehleck me suscitou, a saber, sobre esta
língua própria, parece que a autora se refere em psicanálise à lalíngua. Ou
seja, o corpo que dança, procura produzir esta tal de lalíngua que é singular.
É através dela, que um corpo pode gozar ou como Quinet coloca: “Só através dela
é que a linguagem existe para fazer falar um corpo que goza”.
O autor
continua: “O corpo como organismo é sede de lalíngua”. O que seria então esta
lalíngua? Lalíngua é algo da língua materna que foi creditado no corpo. É o que
faz do corpo um corpo falante!
Retomando,
a autora afirma que um corpo que dança procura produzir uma língua propria! É
como se o bailarino tivesse uma “reserva” de língua materna que seria o
combustível para um produto de uma língua própria não sem levar em conta esta
reserva.
2- “A
dança se torna um meio de entrar em outro mundo, no mundo do outro”.
Em
função de ter tido este crédito da mãe (e entenda-se mãe não somente no sentido
literal mas sim em termos de função) poderia o sujeito entrar no mundo do
outro? Se é sabido que o mundo é do outro, é porque não há exclusão deste
outro. Isso se traduz pelo processo dialético de alienação/separação.
A entrada
do sujeito na linguagem tem relação com este outro que lhe fala. Afinal, como
seres imaturos organicamente desde o nascimento, dependemos do outro.
3- “...o
corpo que dança se desprende de sua identidade e se abre para a criação de
novos contornos, experimentando, assim, gestos de mundo e novos modos de
existir”.
Identidade
aqui colocada como idêntico, igual. Afirmar que o corpo se desprende de sua
identidade, retorna a questão acima sobre o processo de alienação/separação. Ou
seja, o sujeito, se separa de si mesmo e transcende. Como a dança funciona!!!!
A
transcendência envolve experimentar novas formas de existir, novos gestos.
Transcender o lugar do sujeito em sua história. Aquele que se reconhece como “filho
mais velho”, “o pequeno”, “o inteligente”, “o maluco”, “o agitado” poderia na
dança, experimentar estar em outros lugares. Novos modos de existir, implicam
novos lugares na vida. Troca de sintoma!
quinta-feira, 1 de maio de 2014
ITMOI
O coreógrafo no lugar de "analista" de Stravinsky.
Sua leitura não foi releitura e sim uma interpretação única e apavorante!
Giros Dervichianos, braços flamencos, mãos Kathakianas e muito Afro!
Lindo, deslumbrante e certeiro.
Isso toca.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Para todo falasser
Para
os homens, a saber...
“Permito-me
dizer que o sinthoma é, muito precisamente, o sexo ao qual não pertenço, isto
é, uma mulher. Se uma mulher é um sinthoma para todo homem, fica absolutamente
claro que há necessidade de encontrar um outro nome para o que o homem é para
uma mulher posto que o sinthoma se caracteriza justamente pela não-
equivalência”. Lacan, J. – O Sinthoma
terça-feira, 1 de abril de 2014
O dançarino, o pintor e o músico por Weill
“... Onde o homem, observado de todos os
lados, fica transparente, eis que o pintor recorda-lhe que ele continua
habitado pelo invisível; onde o homem é ouvido de todos os lados pelas
mídias, pelas estatísticas, pelas pesquisas de opinião, a musica vem
lembrar-lhe que, ao contrário e contra tudo, o inaudito conserva
suas exigências; onde os movimentos do homem são calibrados, por todos os
lados, sobretudo pela maneira de movimentar-se dos novos ídolos que são os
stars, o dançarino é aquele que relembra ao homem o fato de que nele
permanece um movimento original cujo caráter absolutamente inimitável ele tende
a esquecer, dada a pregnância das imagens que sugerem a imitação massificada”.
Weill D, A. P 35.
terça-feira, 25 de março de 2014
Corpo-sintoma-Sinthoma
Pesquisando a questão do corpo...
Trechos do texto de Antônio Quinet na revista Stylus de número 19.
Vale a pena para quem está envolvido com a questão do corpo tanto do ponto de vista psicanalítico quanto de outras perspectivas...
Trechos do texto de Antônio Quinet na revista Stylus de número 19.
Vale a pena para quem está envolvido com a questão do corpo tanto do ponto de vista psicanalítico quanto de outras perspectivas...
“...É através do
sintoma que lalíngua faz do corpo um corpo falante”.
“ Saber da lalíngua é a
única arma contra o sintoma”.
“...o sinthoma é a marca
deixada pela chuva de letras de lalíngua no corpo”.
“O que é o corpo para a
psicanálise afinal? O corpo é o eu, feito de imaginário, ou seja, constituído
pela imagem especular do eu-ideal composta através do espelho do ideal do eu
que é o ideal do Outro. O corpo é tecido de linguagem pois ele se incorpora ao
Outro que é o primeiro corpo...”
“...esse corpo pode
estar vivo ou morto, estar calado no silêncio da pulsão de morte ou vibrar com
eros.
Para estar vivo esse
corpo precisa ser um corpo que goza. Deste modo, ele está nos três registros:
no imaginário do espaço, no simbólico da linguagem e goza como corpo real”.
Assinar:
Postagens (Atom)